Programa Ideias em Ação incentiva o colaborativismo

Gerar inovação através do colaborativismo é o objetivo de um programa lançado por uma das maiores empresas catarinenses de desenvolvimento de Software, a Softplan/Poligraph, em parceria com a Fundação Certi. O programa Ideias em Ação tem como objetivo estimular os cerca de 900 colaboradores da organização a sugerirem ideias criativas e diferenciadas que possam ser implementadas e ajudem a mudar produtos, processos, e serviços. Uma Solução de Inovação Corporativa foi desenvolvida exclusivamente para a empresa, possibilitando a construção de soluções a partir das ideias dos colaboradores.

O esforço conjunto em busca da inovação está relacionado ao planejamento estratégico da empresa: crescer 20 anos em cinco. “Quanto mais arrojadas forem as metas, mais difícil cumpri-las com as fórmulas tradicionais. Com este programa, queremos valorizar o potencial criativo de todos os colaboradores, oferecendo caminhos para que as boas ideias sejam reunidas, sistematizadas e aproveitadas de forma que agreguem valor e possam gerar inovação”, explica um dos diretores e sócios, Moacir Marafon.

O programa começou a ser implementado em 2011 e levou oito meses para ser concluído. Um time de inovação multidisciplinar foi montado com 15 profissionais envolvidos diretamente no desenvolvimento do conceito, processo, método e do sistema de colaboração online. “Foi um trabalho integrado, uma força-tarefa para construir a solução de Inovação Corporativa da Softplan, que tem como princípio a colaboração entre todos. Utilizamos algumas técnicas já conhecidas no mercado e outras completamente novas, inovamos também na forma de trabalho”, comenta Alexandre Takeshi Ueno, coordenador de projetos de inovação da Certi. De acordo com o especialista, foram realizados ensaios, para avaliar a solução. “Cerca de 40 pessoas participaram numa dessas etapas. Em dois dias, geraram 83 ideias de valor que resultaram em três soluções em fase de implantação pela empresa, e este é o foco do programa: fazer com que as boas ideias sejam colocadas na prática”, destaca Ueno. Ele informa que o programa conta com todo apoio desta parceria, e será dada continuidade no acompanhamento do projeto durante a realização deste primeiro ciclo do programa Ideias em Ação.

O primeiro tema a contar com a participação de todos os colaboradores tem como objetivo reduzir o retrabalho, para simplificar processos, otimizar o tempo, oferecer maior agilidade e acertividade nas ações.

Para estimular a participação das equipes de todas as unidades de negócio foi criado um sistema de recompensas: os proponentes dos temas eleitos receberão uma premiação em pontos, que pode aumentar conforme a ideia evolui de proposta para implementação ou projeto em execução. As bonificações irão variar de acordo com o assunto colocado em pauta. Cada ponto recebido equivale a R$ 1, que é acumulado em um cartão e pode ser utilizado em estabelecimentos comerciais credenciados, como livrarias, farmácias, lojas de varejo etc.

Entenda o programa

O Ideias em Ação funciona com base no Processo de Inovação Corporativa, desenvolvido exclusivamente para a empresa e integrado a um sistema de gestão corporativa já utilizado pelos funcionários. Neste processo, todos os profissionais podem colaborar com sugestões e interagir com os colegas, debatendo as propostas realizadas, de acordo com temas pré-definidos por um comitê gestor. Ele é formado por diretores e gerentes que escolhem os assuntos conforme as prioridades e direcionamento estratégico da empresa.

Ao final do período chamado de “ideação”, é iniciada a fase de “seleção”. Todas as ideias registradas são avaliadas pelo comitê gestor. As que forem mais adequadas – de acordo com tema, alinhamento da empresa e viabilidade de execução – são selecionadas e passam para uma segunda fase: a de projeto de viabilidade. Nesta etapa, o dono da ideia pode escolher até outros três colaboradores para auxiliar na produção do projeto. Se ele for avaliado e aprovado para realização, é colocado na carteira de projetos que serão executados. As ideias que não puderem ser implementadas no momento, irão para um banco de ideias onde poderão ser revisitadas em outras oportunidades.

Algumas ideias poderão ser implementadas sem necessidade de projeto. Elas sairão da fase de ‘ideação’ e já serão executadas. As mais complexas é que precisarão de um estudo e planejamento mais aprofundados. “Este é um ambiente no qual poderá ser feita a combinação de ideias, a troca de experiências e o compartilhamento entre todos os participantes, gerando novas formas e propostas. O resultado desta integração será refletido em benefícios mútuos e geração de valor para profissionais e a empresa”, explica Marafon.

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