08/11/2015

RD Summit: O que as agências precisam aprender urgentemente sobre as novas características dos consumidores

Pyr Marcondes

Está claro para todas as agências de publicidade que o mercado evoluiu e o espaço para o modelo tradicional de gerir negócios em comunicação está acabando. É preciso se adaptar urgentemente às novas características dos consumidores. Este, inclusive, foi o foco das palestras de Pyr Marcondes e Bob Wollheim, na trilha de Agências do RD Summit 2015. Ambos estiveram presentes no primeiro dia do evento e trouxeram experiências do mercado de São Paulo, que possui players bastante consolidados na área de Publicidade.

Diretor do canal ProXXIma, do grupo Meio e Mensagem, Pyr Marcondes comentou sobre os desafios da indústria de comunicação, o novo contexto trazido pela revolução digital e as características dos consumidores da atual geração. Para ele, “as marcas não precisam mais passar pelas agências para alcançar seus clientes”. Há um “communication by pass”, em que as marcas utilizam de plataformas proprietárias ou de mídia espontânea para alcançar sua “comunidade”. Houve, definitivamente, uma mudança de percurso.

“A comunicação está muito mais um-a-um e o uso dos canais digitais permite às marcas engajar, criar comunidade, fazer relacionamento e vender para seus clientes. Dessa forma, posicionar-se como uma agência exclusivamente offline pode ser arriscado”. (Pyr Marcondes)

Novas características dos consumidores exigem união do melhor dos dois mundos

Para Bob Wollheim, Head of Digital do Grupo ABC e empreendedor, as novas características do consumidores devem estar alinhadas com as características do mercado, ou seja, o ideal é “unir o melhor dos dois mundos”. Por um lado, construir um bom posicionamento faz parte do escopo de trabalho dos grandes grupos de publicidade e é a chave para qualquer estratégia de comunicação. Por outro, é preciso unir esforços também em digital, o que, para muitos, pode se tornar uma verdadeira quebra de paradigma: ou estão extremamente acostumados ao mesmo modelo há anos, ou por dependem de comissões de mídia para se manter.

Tudo isso não significa que o tradicional deve ser descartado. Wollheim defende o uso de campanhas integradas, em que o off impacta o online e ajuda na conversão de leads. “Não precisamos achar que o tradicional não funciona”, explica. Trata-se de uma questão de equilíbrio entre novas e antigas características dos consumidores e do próprio mercado. O que não deve ser desculpa, no entanto, para a estagnação. A “digitalização” do mundo da publicidade é cada vez mais evidente. Os consumidores não são mais analógicos, portanto marcas, agências e veículos precisam se atualizar – e estão se atualizando.

Crédito de imagem: Cassiano Ferraz

assessoria de imprensa e marketing de conteúdo


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Sobre o autor

Rafael Toassi Crispim

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