23/08/2018

A inteligência artificial: ameaça à humanidade ou solução para um mundo ideal?

A inteligência artificial: ameaça à humanidade ou solução para um mundo ideal?

Um dos temas mais proeminentes e mais polêmicos a respeito do futuro da tecnologia é a inteligência artificial. Também conhecida pela sigla IA em português – ou AI, para o termo artificial intelligence, em inglês – é um ramo da ciência da computação que divide opiniões. Ao mesmo tempo em que sua aplicação é capaz de tornar nossas vidas mais simples, também representa uma grande ameaça à sociedade como a conhecemos hoje.

Complexo? Assustador? Utópico? Vamos apresentar mais detalhes, a seguir, para que você tire suas próprias conclusões.

Inteligência artificial no cotidiano

Quando falamos em inteligência artificial, as imagens que rapidamente surgem à cabeça são associadas a robôs falantes que realizam tarefas domésticas e carros voadores. É um universo similar ao do seriado animado The Jetsons, que encantou gerações nos anos 1970 e 1980. Mas a realidade é que a IA se apresenta de forma bem mais sutil, e muitos de nós nem a percebemos.

Um exemplo da aplicação de princípios da inteligência artificial são as recomendações de filmes ou músicas por serviços de streaming, por exemplo. Os sistemas operacionais de smartphones, que respondem às suas perguntas sobre o melhor lugar para jantar e outras questões práticas e até filosóficas também são exemplos de uso de IA. Ficou mais plausível agora?

Carros inteligentes e diagnósticos precisos

Existem outros exemplos de uso de inteligência artificial atualmente aplicado em áreas mais nobres do que a simples satisfação de nossos desejos de ver um bom filme ou fazer a melhor refeição.

O trânsito nas grandes cidades, por exemplo – um dilema mundial devido ao número de acidentes e à poluição gerada, entre outros problemas – pode se tornar mais simples com veículos “inteligentes”. A IA pode fazer com que o carro se mova de forma autônoma, respeitando regras, sinais, evitando colisões e até o tráfego intenso.

Na área da saúde, o diagnóstico se torna mais preciso com uma infinidade de dados possíveis de serem analisados por meio de IA, um grande apoio no tratamento de câncer e outras doenças.

Mas, apesar de facilitar o surgimento dessas soluções que beneficiam a sociedade como um todo, essa tecnologia apresenta riscos tão graves que motivaram o alerta de importantes pesquisadores, entre eles, o mais popular da atualidade, o cientista britânico Stephen Hawking, morto recentemente em março de 2018.

A carta aberta de Stephen Hawking

Segundo ele, os esforços para criar uma máquina que pensa como os humanos representa uma ameaça à nossa própria existência. A ascensão de uma poderosa inteligência artificial pode ser a melhor ou pior coisa do mundo para a humanidade.

Em janeiro de 2015, Hawking e o empreendedor da área de tecnologia, Elon Musk, entre dezenas de outros especialistas em IA, assinaram uma carta aberta chamando a atenção para a necessidade de pesquisas sérias sobre o impacto da inteligência artificial na sociedade.

Na visão desses cientistas, os sistemas de IA devem fazer o que queremos que ele faça. Hawking afirmou que tudo o que a humanidade tem a oferecer é o produto da inteligência humana e não há diferença real entre o que pode ser alcançado por um cérebro biológico e por um computador. Sua preocupação é que os computadores podem alcançar a inteligência humana e até superá-la.

O velho dilema: homens versus máquinas

Uma questão prática a se pensar sobre a IA é em relação aos empregos. Com máquinas inteligentes realizando tarefas atualmente feitas por humanos, muitas atividades se tornarão obsoletas, num cenário semelhante ao que ocorreu com a Revolução Industrial, nos séculos 18 e 19.

Uma visão positiva desse contexto – quem sabe até mesmo utópica – pode ser a noção de que as máquinas farão apenas o trabalho repetitivo, deixando a estratégia e o relacionamento para os humanos. Todos sairiam beneficiados.

Mas isso somente será possível se as pesquisas com inteligência artificial forem bem conduzidas e de forma multidisciplinar, envolvendo questões de economia, direito, filosofia e segurança, entre outras.

Conclusão

Não é possível saber se vamos ser eternamente ajudados pela inteligência artificial, se vamos ser deixados de lado ou se seremos destruídos por ela. No futuro, a IA pode desenvolver uma vontade própria, que pode estar em conflito com a nossa. Devemos fazer tudo o que podemos para que o desenvolvimento da IA seja benéfico para a humanidade e o meio ambiente.

E você, o que acha desse panorama? Acha que as máquinas podem superar a inteligência humana e ter vontade própria? Ou será que os humanos não vão se deixar dominar por uma tecnologia que ele próprio criou? Comente aqui sobre suas opiniões!

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Sobre o autor

Alícia Alão

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